Mulher em moto morre em batida com caminhonete na avenida Ville Roy O cabo da Polícia Militar Fernando Cordeiro Ledo, de 39 anos, responsável por registrar o acidente que matou a técnica em enfermagem Patricia Melo da Silva, de 53, afirmou em depoimento que considerou “não ser necessário” acionar a perícia no local. A vítima estava de moto e foi atropelada pela estudante Amanda Kathryn Monteiro de Souza, de 19 anos, filha de um capitão da PM. Fernando foi o policial que comandou a atuação da PM naquela noite. O acidente foi por volta das 23h44, na avenida Ville Roy e é investigado pela Polícia Civil. No dia, a filha do capitão não fez teste do bafômetro e foi liberada do local do acidente. A vítima Patricia sofreu várias lesões e morreu. Na versão de Fernando, a perícia não foi acionada porque os veículos envolvidos teriam sido movimentados do local. No entanto, trecho da investigação da Polícia Civil, ao qual o g1 teve acesso, mostra que "pelos vídeos e fotos colhidas na cena do acidente, dá para perceber que a motocicleta ficou presa no para choque da S10 envolvida". ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 RR no WhatsApp Em nota, a defesa de Amanda informou que "a estudante Amanda permaneceu todo tempo no local, visando prestar socorro a vítima, aguardando as determinações dos agentes de segurança". Procurado, o cabo orientou a reportagem a procurar a assessoria da PM. Até a última atualização, a corporação não respondeu. Ainda em depoimento, o cabo disse que não solicitou que a Amanda fizesse teste de bafômetro pois não havia suspeita de alcoolemia e o acidente "parecia ser caso de lesão corporal". Ele também afirmou que "não recebeu qualquer ligação durante a ocorrência e nem foi contactado por qualquer meio para que desse tratamento diferenciado por ser a condutora filha de militar". O cabo também tirou foto do cenário do acidente "pois entendeu que mesmo sem perícia poderiam ajudar na compreensão da dinâmica dos fatos". Na ocorrência, ele pegou os dados de Amanda e a liberou. Ele acrescentou que hoje entende que deveria ter acionado a perícia mesmo assim. A Polícia Civil informou que o inquérito policial instaurado pela Delegacia de Acidentes de Trânsito para apurar os fatos "encontra-se em fase final de conclusão." Disse ainda que a "ausência de realização de perícia no local do acidente também está sendo analisada no âmbito da investigação." "Eventual responsabilização de agente público será avaliada pelas instâncias competentes, conforme a legislação vigente, cabendo ao Ministério Público de Roraima a adoção das medidas que entender pertinentes", acrescentou a polícia. Outras testemunhas Amanda Monteiro é filha do capitão da PM Helton John Silva de Souza Reprodução Além do cabo, uma mulher de 35 anos, testemunha do acidente, também depôs à polícia. Ela informou à Polícia Civil que ouviu Amanda dizer que é "'filha de capitão da polícia'. E, nesse momento um policial olhou para a cara do outro e pouco depois, um deles virou de costas e passou a mexer no telefone celular". Amanda é filha do capitão da PM Helton John Silva de Souza, envolvido no assassinato do casal de agricultores Flávia Guilarducci, de 50 anos, e Jânio Bonfim de Souza, de 57, por disputa de terras no município do Cantá. Ela também relatou ter presenciado quando Amanda "telefonou para sua tia em videochamada e a tia lhe perguntou se havia bebida, tendo a condutora respondido que havia bebido, mas que cedo". O relato da mulher é semelhante ao de um motoboy, de 37, que também prestou depoimento na condição de testemunha. Ele contou que ouviu Amanda dizer: "Tia, eu bebi, mas foi pouco e foi cedo”, “O meu pai não quer enviar o dinheiro do guincho, to com meu carro batido". Ainda em nota, a defesa da motorista informou que "Inclusive, ela mesmo [Amanda] se prontificou em fazer o exame. Mesmo assim, os vídeos publicados em rede social deixam claro que ela não tinha qualquer sinal de embriaguez." O laudo do Instituto Médico Legal (IML) indicou que Patrícia deu entrada no Pronto Socorro Francisco Elesbão em estado grave. Ela morreu às 01h37. O acidente ocorreu no dia 4 de fevereiro, por volta das 23h44, na avenida Ville Roy, zona Leste de Boa Vista. À época, a PM registrou o caso como "sinistro de trânsito com vítima". Amanda Kathryn ficou em silêncio ao prestar depoimento à Polícia Civil. Morte de técnica de enfermagem A técnica em enfermagem, Patricia Melo da Silva, de 53 anos, morreu após uma caminhonete atingir a moto em que ela estava. De acordo com a Polícia Militar (PM), a motorista da caminhonete, Amanda, permaneceu no local e foi levada para a delegacia. Com o impacto, a Patricia sofreu lesões graves em várias partes do corpo. Ela recebeu atendimento ainda no local por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) mas morreu ao ser encaminhada para o Hospital Geral de Roraima (HGR). Com o impacto da batida, Patricia Melo da Silva sofreu lesões graves em várias partes do corpo. Ela foi atendida ainda no local por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), mas morreu durante o encaminhamento ao Hospital Geral de Roraima (HGR). O corpo da vítima foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML). Segundo a PM, ambas as condutoras possuíam Carteira Nacional de Habilitação (CNH) válida e cadastro ativo nos sistemas de trânsito. Durante a verificação, os policiais constataram que a caminhonete estava devidamente licenciada. Já a motocicleta estava com o licenciamento vencido desde 2018 e, por isso, foi removida ao pátio de uma empresa credenciada. Motociclista morre após ser atingida por caminhonete na avenida Ville Roy, em Boa Vista Reprodução Leia outras notícias do estado no g1 Roraima.
Cabo da PM não achou 'necessário' acionar perícia para acidente em que filha de capitão matou técnica em Boa Vista
Guia Modelo Escrito em 24/03/2026
Mulher em moto morre em batida com caminhonete na avenida Ville Roy O cabo da Polícia Militar Fernando Cordeiro Ledo, de 39 anos, responsável por registrar o acidente que matou a técnica em enfermagem Patricia Melo da Silva, de 53, afirmou em depoimento que considerou “não ser necessário” acionar a perícia no local. A vítima estava de moto e foi atropelada pela estudante Amanda Kathryn Monteiro de Souza, de 19 anos, filha de um capitão da PM. Fernando foi o policial que comandou a atuação da PM naquela noite. O acidente foi por volta das 23h44, na avenida Ville Roy e é investigado pela Polícia Civil. No dia, a filha do capitão não fez teste do bafômetro e foi liberada do local do acidente. A vítima Patricia sofreu várias lesões e morreu. Na versão de Fernando, a perícia não foi acionada porque os veículos envolvidos teriam sido movimentados do local. No entanto, trecho da investigação da Polícia Civil, ao qual o g1 teve acesso, mostra que "pelos vídeos e fotos colhidas na cena do acidente, dá para perceber que a motocicleta ficou presa no para choque da S10 envolvida". ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 RR no WhatsApp Em nota, a defesa de Amanda informou que "a estudante Amanda permaneceu todo tempo no local, visando prestar socorro a vítima, aguardando as determinações dos agentes de segurança". Procurado, o cabo orientou a reportagem a procurar a assessoria da PM. Até a última atualização, a corporação não respondeu. Ainda em depoimento, o cabo disse que não solicitou que a Amanda fizesse teste de bafômetro pois não havia suspeita de alcoolemia e o acidente "parecia ser caso de lesão corporal". Ele também afirmou que "não recebeu qualquer ligação durante a ocorrência e nem foi contactado por qualquer meio para que desse tratamento diferenciado por ser a condutora filha de militar". O cabo também tirou foto do cenário do acidente "pois entendeu que mesmo sem perícia poderiam ajudar na compreensão da dinâmica dos fatos". Na ocorrência, ele pegou os dados de Amanda e a liberou. Ele acrescentou que hoje entende que deveria ter acionado a perícia mesmo assim. A Polícia Civil informou que o inquérito policial instaurado pela Delegacia de Acidentes de Trânsito para apurar os fatos "encontra-se em fase final de conclusão." Disse ainda que a "ausência de realização de perícia no local do acidente também está sendo analisada no âmbito da investigação." "Eventual responsabilização de agente público será avaliada pelas instâncias competentes, conforme a legislação vigente, cabendo ao Ministério Público de Roraima a adoção das medidas que entender pertinentes", acrescentou a polícia. Outras testemunhas Amanda Monteiro é filha do capitão da PM Helton John Silva de Souza Reprodução Além do cabo, uma mulher de 35 anos, testemunha do acidente, também depôs à polícia. Ela informou à Polícia Civil que ouviu Amanda dizer que é "'filha de capitão da polícia'. E, nesse momento um policial olhou para a cara do outro e pouco depois, um deles virou de costas e passou a mexer no telefone celular". Amanda é filha do capitão da PM Helton John Silva de Souza, envolvido no assassinato do casal de agricultores Flávia Guilarducci, de 50 anos, e Jânio Bonfim de Souza, de 57, por disputa de terras no município do Cantá. Ela também relatou ter presenciado quando Amanda "telefonou para sua tia em videochamada e a tia lhe perguntou se havia bebida, tendo a condutora respondido que havia bebido, mas que cedo". O relato da mulher é semelhante ao de um motoboy, de 37, que também prestou depoimento na condição de testemunha. Ele contou que ouviu Amanda dizer: "Tia, eu bebi, mas foi pouco e foi cedo”, “O meu pai não quer enviar o dinheiro do guincho, to com meu carro batido". Ainda em nota, a defesa da motorista informou que "Inclusive, ela mesmo [Amanda] se prontificou em fazer o exame. Mesmo assim, os vídeos publicados em rede social deixam claro que ela não tinha qualquer sinal de embriaguez." O laudo do Instituto Médico Legal (IML) indicou que Patrícia deu entrada no Pronto Socorro Francisco Elesbão em estado grave. Ela morreu às 01h37. O acidente ocorreu no dia 4 de fevereiro, por volta das 23h44, na avenida Ville Roy, zona Leste de Boa Vista. À época, a PM registrou o caso como "sinistro de trânsito com vítima". Amanda Kathryn ficou em silêncio ao prestar depoimento à Polícia Civil. Morte de técnica de enfermagem A técnica em enfermagem, Patricia Melo da Silva, de 53 anos, morreu após uma caminhonete atingir a moto em que ela estava. De acordo com a Polícia Militar (PM), a motorista da caminhonete, Amanda, permaneceu no local e foi levada para a delegacia. Com o impacto, a Patricia sofreu lesões graves em várias partes do corpo. Ela recebeu atendimento ainda no local por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) mas morreu ao ser encaminhada para o Hospital Geral de Roraima (HGR). Com o impacto da batida, Patricia Melo da Silva sofreu lesões graves em várias partes do corpo. Ela foi atendida ainda no local por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), mas morreu durante o encaminhamento ao Hospital Geral de Roraima (HGR). O corpo da vítima foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML). Segundo a PM, ambas as condutoras possuíam Carteira Nacional de Habilitação (CNH) válida e cadastro ativo nos sistemas de trânsito. Durante a verificação, os policiais constataram que a caminhonete estava devidamente licenciada. Já a motocicleta estava com o licenciamento vencido desde 2018 e, por isso, foi removida ao pátio de uma empresa credenciada. Motociclista morre após ser atingida por caminhonete na avenida Ville Roy, em Boa Vista Reprodução Leia outras notícias do estado no g1 Roraima.

