Muro de contenção avaliado como seguro pela Defesa Civil desaba em Niterói e moradores são deslocados

Guia Modelo Escrito em 30/01/2026


Alan registrou os escombros espalhados no seu quintal Reprodução Um muro desabou, no dia 20 de janeiro, na Travessa Santos Moreira, em Niterói. A queda aconteceu no dia 20, menos de um ano depois de moradores terem solicitado uma vistoria porque suspeitaram que a estrutura estava comprometida. Alan dos Santos, um professor de 40 anos, que morou na região "a vida inteira", contou ao g1 que a história começou em maio de 2025, quando perceberam uma quantidade anormal de água, invadindo o seu terreno. Segundo ele, o local sempre foi úmido, principalmente no período de chuvas. "Mas a coisa estava começando a ficar muito além do normal", disse. Ele disse que encontraram um buraco no canto de um muro que fica atrás do seu terreno. Ele constatou que a estrutura parecia estar oca, e por ali escorria água suja e lama. Por isso, os vizinhos se juntaram e acionaram a Defesa Civil do Município, que fez uma visita técnica ao local. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias do RJ em tempo real e de graça Veja os vídeos que estão em alta no g1 Naquele momento, as equipes não constatarem nenhum risco. Menos de um ano depois a estrutura veio abaixo e, agora sim, o órgão interditou o local, orientando famílias de seis residências a deixarem suas casa. É o caso de Alan, que enfrenta a frustração de ter que deixar seu lar em um momento particularmente especial. A sua mulher , Bhia, está grávida e eles estavam investindo no imóvel, fazendo melhorias para a chegada de Jorge. De acordo com a Secretaria Municipal de Proteção e Defesa Civil não se pode afirmar que o desabamento do muro tenha relação com a situação de 2025. O órgão informou que, na vistoria feita em 20 de janeiro de 2026, foram constatados sinais de rompimento de tubulação, o que, combinado com a intensidade da chuva, resultou na instabilidade do solo. Com a queda do muro, e os escombros espalhados pelo seu terreno, deixaram a casa às pressas, com tudo que podiam carregar, e foram acolhidos na casa de amigos. Com a queda do muro, o quintal de Alan passou a ser invadido por águas que formaram uma cachoeira em suas escadas Reprodução Depois, Alan voltou ao local para buscar o resto dos seus pertences e encontrou seu quintal alagado. Ele diz que precisou, inclusive, abrir buracos na fachada da casa, para dar vazão à água e evitar que a estrutura fosse prejudicada. "Eu estava muito nervoso", contou. "Parecia que eu tinha mergulhado na água de tanto que eu estava transpirando." Ele disse que a incerteza é outro motivo de angústia. Segundo ele, a prefeitura ainda não falou com os moradores sobre como nem quando vai resolver o problema. A Defesa Civil disse ao g1, em nota, que realizou encaminhamentos para os órgãos responsáveis e segue monitorando a situação. Mas Alan e Bhia ainda não sabem se poderão levar o filho para casa, quando ele vier ao mundo.