Aposentada restaura mais de 2 mil bonecas que iriam para o lixo e doa para crianças e idos Resgatar, limpar, restaurar e costurar roupas novas. O trabalho de dar uma nova vida a bonecas que iriam para o lixo é feito pelas mãos de uma moradora de Ubatuba, no Litoral Norte de São Paulo. Por lá, cada brinquedo recuperado tem destino certo: crianças e, em especial, idosas que vivem na região. “Eu faço bonecas para crianças de 0 a 102 anos”, diz Geruza Ribeiro. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Vale do Paraíba e região no WhatsApp E essa idade máxima não é exagero. Uma vizinha de Geruza, de 102 anos, recebeu dela a primeira boneca da vida. A história é uma das que ajudam a explicar por que o trabalho da aposentada vai muito além de recuperar brinquedos — leia mais abaixo. O projeto também criou uma rede de solidariedade: vizinhos, parceiros e moradores da região passaram a enviar brinquedos para a aposentada. No total, mais de 2 mil bonecas foram restauradas e doadas. Foto 1: Bonecas que iriam para o lixo. Foto 2: Geruza e Dona Augusta, segurando o presente, aos 102 anos. Reprodução/Arquivo pessoal Um presente que chegou aos 102 anos Para Geruza, não existe idade para ganhar uma boneca. Muitas das pessoas que recebem os brinquedos são idosas e algumas delas nunca tiveram um na infância. É o caso de Dona Augusta de Deus, de 102 anos, que ganhou de Geruza a primeira boneca da vida. Segundo a filha de Augusta, a idosa recebeu o presente com carinho e ficou muito feliz. “Recebeu com carinho o mimo de uma boneca e ficou muito feliz”, contou a filha Vera Lúcia. Outra história que marcou a aposentada foi a de Dona Odete, de 85 anos, sua vizinha. Durante uma conversa, a idosa contou que também nunca havia tido uma boneca. Pouco tempo depois, chegou até Geruza uma bebê reborn que havia sido descartada. Ela restaurou o brinquedo e decidiu entregá-lo à vizinha. “Quando eu terminei a boneca, eu estava fotografando e o Espírito Santo me disse assim: ‘Essa boneca é para a Odete'”, conta. Ao receber o presente, Dona Odete abraçou a boneca e sorriu emocionada. “Essa mulher abraçava a boneca, mas ela abraçava a boneca, ela girava de um lado para o outro, sorrisos que iam nas orelhas”, lembra Geruza. Dona Odete, 85 anos, e a bebê reborn Arquivo pessoal Do lixo para uma nova vida Antes de chegar às mãos de alguém, cada boneca passa por um longo processo de restauração. Muitas chegam sujas e algumas foram encontradas no próprio lixo. A higienização pode levar cerca de uma semana: nos primeiros dias, os brinquedos ficam de molho em uma mistura de bicarbonato de sódio, sal e vinagre. Depois, passam por uma solução com cloro de piscina para retirar manchas e, por fim, são lavados com amaciante. “Tenho um cuidado muito grande com relação à limpeza desses brinquedos, dessas bonecas, porque essas bonecas vão para a mão de criança, para a mão de pessoas idosas; criança põe na boca”, explica. Quando alguma peça está faltando, como braço ou perna, Geruza compra o que é necessário para recuperar o brinquedo. As roupas também são feitas por ela. A mesa de jantar virou ateliê e está quase sempre tomada por roupinhas de boneca. “Virou bateria de costura na mesa de jantar, ela tá cheia de roupa de boneca. É meu ateliê.” Foto 1: Geruza (à direita) com boneca restaurada em momento de entrega. Foto 2: brinquedos restaurados no Litoral Norte. Reprodução/Acervo pessoal Uma rede que cresce O voluntariado faz parte da vida de Geruza há cerca de cinco anos. Antes das bonecas, ela já doava roupas e promovia ações solidárias, como a distribuição de ovos de chocolate na Páscoa, colombas no Natal e caixas de bombom no Dia das Crianças. Com o projeto de restauração, novos parceiros apareceram. Moradores passaram a procurar Geruza para contribuir com brinquedos e materiais. “É uma rede de solidariedade, as pessoas se envolvendo, as pessoas que são tocadas e que vêm”, afirma. Para o Natal deste ano, ela criou uma nova meta: restaurar 300 bonecas. Duzentas serão destinadas a Ubatuba e outras 100 a Delfim Moreira, no sul de Minas Gerais, cidade onde nasceu. Até agora, 65 já foram restauradas para a campanha. Bonecas restauradas para doação Arquivo pessoal Veja mais notícias do Vale do Paraíba e região bragantina
Aposentada restaura bonecas que iriam para o lixo e presenteia crianças e idosas no Litoral de SP: ‘De 0 a 102 anos’
Guia Modelo Escrito em 30/08/2026
Aposentada restaura mais de 2 mil bonecas que iriam para o lixo e doa para crianças e idos Resgatar, limpar, restaurar e costurar roupas novas. O trabalho de dar uma nova vida a bonecas que iriam para o lixo é feito pelas mãos de uma moradora de Ubatuba, no Litoral Norte de São Paulo. Por lá, cada brinquedo recuperado tem destino certo: crianças e, em especial, idosas que vivem na região. “Eu faço bonecas para crianças de 0 a 102 anos”, diz Geruza Ribeiro. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Vale do Paraíba e região no WhatsApp E essa idade máxima não é exagero. Uma vizinha de Geruza, de 102 anos, recebeu dela a primeira boneca da vida. A história é uma das que ajudam a explicar por que o trabalho da aposentada vai muito além de recuperar brinquedos — leia mais abaixo. O projeto também criou uma rede de solidariedade: vizinhos, parceiros e moradores da região passaram a enviar brinquedos para a aposentada. No total, mais de 2 mil bonecas foram restauradas e doadas. Foto 1: Bonecas que iriam para o lixo. Foto 2: Geruza e Dona Augusta, segurando o presente, aos 102 anos. Reprodução/Arquivo pessoal Um presente que chegou aos 102 anos Para Geruza, não existe idade para ganhar uma boneca. Muitas das pessoas que recebem os brinquedos são idosas e algumas delas nunca tiveram um na infância. É o caso de Dona Augusta de Deus, de 102 anos, que ganhou de Geruza a primeira boneca da vida. Segundo a filha de Augusta, a idosa recebeu o presente com carinho e ficou muito feliz. “Recebeu com carinho o mimo de uma boneca e ficou muito feliz”, contou a filha Vera Lúcia. Outra história que marcou a aposentada foi a de Dona Odete, de 85 anos, sua vizinha. Durante uma conversa, a idosa contou que também nunca havia tido uma boneca. Pouco tempo depois, chegou até Geruza uma bebê reborn que havia sido descartada. Ela restaurou o brinquedo e decidiu entregá-lo à vizinha. “Quando eu terminei a boneca, eu estava fotografando e o Espírito Santo me disse assim: ‘Essa boneca é para a Odete'”, conta. Ao receber o presente, Dona Odete abraçou a boneca e sorriu emocionada. “Essa mulher abraçava a boneca, mas ela abraçava a boneca, ela girava de um lado para o outro, sorrisos que iam nas orelhas”, lembra Geruza. Dona Odete, 85 anos, e a bebê reborn Arquivo pessoal Do lixo para uma nova vida Antes de chegar às mãos de alguém, cada boneca passa por um longo processo de restauração. Muitas chegam sujas e algumas foram encontradas no próprio lixo. A higienização pode levar cerca de uma semana: nos primeiros dias, os brinquedos ficam de molho em uma mistura de bicarbonato de sódio, sal e vinagre. Depois, passam por uma solução com cloro de piscina para retirar manchas e, por fim, são lavados com amaciante. “Tenho um cuidado muito grande com relação à limpeza desses brinquedos, dessas bonecas, porque essas bonecas vão para a mão de criança, para a mão de pessoas idosas; criança põe na boca”, explica. Quando alguma peça está faltando, como braço ou perna, Geruza compra o que é necessário para recuperar o brinquedo. As roupas também são feitas por ela. A mesa de jantar virou ateliê e está quase sempre tomada por roupinhas de boneca. “Virou bateria de costura na mesa de jantar, ela tá cheia de roupa de boneca. É meu ateliê.” Foto 1: Geruza (à direita) com boneca restaurada em momento de entrega. Foto 2: brinquedos restaurados no Litoral Norte. Reprodução/Acervo pessoal Uma rede que cresce O voluntariado faz parte da vida de Geruza há cerca de cinco anos. Antes das bonecas, ela já doava roupas e promovia ações solidárias, como a distribuição de ovos de chocolate na Páscoa, colombas no Natal e caixas de bombom no Dia das Crianças. Com o projeto de restauração, novos parceiros apareceram. Moradores passaram a procurar Geruza para contribuir com brinquedos e materiais. “É uma rede de solidariedade, as pessoas se envolvendo, as pessoas que são tocadas e que vêm”, afirma. Para o Natal deste ano, ela criou uma nova meta: restaurar 300 bonecas. Duzentas serão destinadas a Ubatuba e outras 100 a Delfim Moreira, no sul de Minas Gerais, cidade onde nasceu. Até agora, 65 já foram restauradas para a campanha. Bonecas restauradas para doação Arquivo pessoal Veja mais notícias do Vale do Paraíba e região bragantina

