Ministério do Trabalho e Emprego atualiza periodicamente lista de empregadores condenados por infrações Arquivo/Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho Duas fazendas do Acre foram enquadradas na 'lista suja' de empregadores que submeteram trabalhadores a situação análoga à escravidão. O levantamento foi atualizado nessa segunda-feira (6) pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). As propriedades incluídas na lista são fazendas do empresário Aristides Formighieri Junior, que utiliza o mesmo Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas (CNPJ) nos locais. O g1 entrou em contato com um dos estabelecimentos em que Aristides é sócio e aguarda retorno. 📲 Participe do canal do g1 AC no WhatsApp Conforme o levantamento do MTE, a primeira fazenda está localizada no km 56 da Transacreana, zona rural de Rio Branco e está registrada como Fazenda Sucupira. Já a segunda fica no km 10 de Bujari, interior do Acre, registrada como Fazenda Cabreúva. Saiba o que é trabalho escravo Outra estatística relacionada ao trabalho análogo à escravidão no estado mostra que, em 2025, contando com as fazendas do empresário Aristides Formighieri Jr., subiu de dois para três o número de empregadores na chamada 'lista suja', contudo, outros dois empregadores saíram do balanço. LEIA MAIS: Com dois empregadores na ‘lista suja’ do trabalho escravo, MPF recomenda ativação de comitê para erradicar prática no Acre Operação resgatou sete pessoas de trabalho análogo à escravidão no Acre em agosto Oito trabalhadores são resgatados de situação análoga à escravidão em fazendas no interior do Acre O MTE também publica relatórios sobre as autuações feitas e com os relatos das situações encontradas nos locais fiscalizados. Contudo, ainda não constam os casos envolvendo as fazendas de Formighieri Jr. O empresário chegou a receber o título de cidadão acreano em 31 de dezembro de 2007, época em que o estado era governado por Binho Marques (PT). Já em 2015, o pecuarista foi empossado como vice-presidente do sindicato do setor cerâmico da Federação das Indústrias do Acre (Fieac). Com a atualização, foram adicionados 169 novos empregadores ao cadastro nacional, representando um aumento de 6,2% em relação à última atualização. Com isso, o total de empregadores listados passa a cerca de 613. Desse total, 102 são pessoas físicas e 67 são empresas (pessoas jurídicas). 📃 Criada em 2023, a lista suja é publicada semestralmente e pretende dar transparência aos resultados das ações fiscais de combate ao trabalho escravo. Ela foi reconhecida em 2020 pelo Supremo Tribunal Federal (STF) como uma medida de apoio à Lei de Acesso à Informação. Pessoas resgatadas Em 2025, o Acre teve 19 pessoas resgatadas em situação análoga à escravidão, segundo dados da Secretaria de Inspeção do Trabalho (SIT), do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). O número colocou o estado na primeira colocação da região Norte, à frente do Pará (17 resgates). Em todo o país, foram mais de 2,7 mil pessoas resgatadas no ano passado. Um dos principais destaques do ano foi a mudança no perfil das ocorrências. Pela primeira vez, o número de trabalhadores resgatados no meio urbano superou o do meio rural. Entre os estados com maior número de fiscalizações em 2025 foram: São Paulo (215 ações), Minas Gerais (145), Rio de Janeiro (123), Rio Grande do Sul (112) e Goiás (102). Conforme a classificação, os setores com o maior número de trabalhadores resgatados foram: 🏗️ Obras de alvenaria (601 resgatados); 👩🏽💻 Administração pública em geral (304); 🚜 Construção de edifícios (186); ☕ Cultivo de café (184); 🚧Extração e beneficiamento de pedras e outros materiais para construção (126). Como alguém vai parar na ‘lista suja’? Auditores-fiscais do trabalho do MTE realizam constantemente ações de combate ao trabalho análogo à escravidão, que podem contar com a participação de integrantes da Defensoria Pública da União, dos Ministérios Públicos Federal e do Trabalho, da Polícia Federal, Polícia Rodoviária, entre outras forças policiais. Quando, durante essas ações, são encontrados trabalhadores em condição análoga à escravidão, um auto de infração é lavrado. Cada auto de infração gera um processo administrativo, no qual as irregularidades são apuradas e os empregadores têm direito à defesa. Pessoas físicas ou jurídicas só são incluídas na “lista suja” quando o processo administrativo que julgou o auto específico de trabalho análogo à escravidão em relação àquele empregador é concluído, com decisão sem possibilidade de recurso. ⚠️ Como denunciar? Denúncias de trabalho escravo podem ser feitas de forma remota pelo Sistema Ipê, lançado em maio de 2020 pela Secretaria de Inspeção do Trabalho em parceria com a Organização Internacional do Trabalho. O sistema é o canal específico para denúncias de trabalho análogo à escravidão. O denunciante não precisa se identificar: basta acessar o sistema e inserir o maior número possível de informações. A proposta é que, a partir dessas informações, a fiscalização avalie se o caso de fato configura trabalho análogo à escravidão e, se necessário, realize as verificações no local. ➡️ VEJA LISTA COMPLETA ABAIXO DE EMPRESAS NA LISTA EM 2026: Reveja os telejornais do Acre
Empresário do AC tem duas fazendas incluídas em lista suja de trabalho análogo à escravidão
Guia Modelo Escrito em 08/04/2026
Ministério do Trabalho e Emprego atualiza periodicamente lista de empregadores condenados por infrações Arquivo/Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho Duas fazendas do Acre foram enquadradas na 'lista suja' de empregadores que submeteram trabalhadores a situação análoga à escravidão. O levantamento foi atualizado nessa segunda-feira (6) pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). As propriedades incluídas na lista são fazendas do empresário Aristides Formighieri Junior, que utiliza o mesmo Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas (CNPJ) nos locais. O g1 entrou em contato com um dos estabelecimentos em que Aristides é sócio e aguarda retorno. 📲 Participe do canal do g1 AC no WhatsApp Conforme o levantamento do MTE, a primeira fazenda está localizada no km 56 da Transacreana, zona rural de Rio Branco e está registrada como Fazenda Sucupira. Já a segunda fica no km 10 de Bujari, interior do Acre, registrada como Fazenda Cabreúva. Saiba o que é trabalho escravo Outra estatística relacionada ao trabalho análogo à escravidão no estado mostra que, em 2025, contando com as fazendas do empresário Aristides Formighieri Jr., subiu de dois para três o número de empregadores na chamada 'lista suja', contudo, outros dois empregadores saíram do balanço. LEIA MAIS: Com dois empregadores na ‘lista suja’ do trabalho escravo, MPF recomenda ativação de comitê para erradicar prática no Acre Operação resgatou sete pessoas de trabalho análogo à escravidão no Acre em agosto Oito trabalhadores são resgatados de situação análoga à escravidão em fazendas no interior do Acre O MTE também publica relatórios sobre as autuações feitas e com os relatos das situações encontradas nos locais fiscalizados. Contudo, ainda não constam os casos envolvendo as fazendas de Formighieri Jr. O empresário chegou a receber o título de cidadão acreano em 31 de dezembro de 2007, época em que o estado era governado por Binho Marques (PT). Já em 2015, o pecuarista foi empossado como vice-presidente do sindicato do setor cerâmico da Federação das Indústrias do Acre (Fieac). Com a atualização, foram adicionados 169 novos empregadores ao cadastro nacional, representando um aumento de 6,2% em relação à última atualização. Com isso, o total de empregadores listados passa a cerca de 613. Desse total, 102 são pessoas físicas e 67 são empresas (pessoas jurídicas). 📃 Criada em 2023, a lista suja é publicada semestralmente e pretende dar transparência aos resultados das ações fiscais de combate ao trabalho escravo. Ela foi reconhecida em 2020 pelo Supremo Tribunal Federal (STF) como uma medida de apoio à Lei de Acesso à Informação. Pessoas resgatadas Em 2025, o Acre teve 19 pessoas resgatadas em situação análoga à escravidão, segundo dados da Secretaria de Inspeção do Trabalho (SIT), do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). O número colocou o estado na primeira colocação da região Norte, à frente do Pará (17 resgates). Em todo o país, foram mais de 2,7 mil pessoas resgatadas no ano passado. Um dos principais destaques do ano foi a mudança no perfil das ocorrências. Pela primeira vez, o número de trabalhadores resgatados no meio urbano superou o do meio rural. Entre os estados com maior número de fiscalizações em 2025 foram: São Paulo (215 ações), Minas Gerais (145), Rio de Janeiro (123), Rio Grande do Sul (112) e Goiás (102). Conforme a classificação, os setores com o maior número de trabalhadores resgatados foram: 🏗️ Obras de alvenaria (601 resgatados); 👩🏽💻 Administração pública em geral (304); 🚜 Construção de edifícios (186); ☕ Cultivo de café (184); 🚧Extração e beneficiamento de pedras e outros materiais para construção (126). Como alguém vai parar na ‘lista suja’? Auditores-fiscais do trabalho do MTE realizam constantemente ações de combate ao trabalho análogo à escravidão, que podem contar com a participação de integrantes da Defensoria Pública da União, dos Ministérios Públicos Federal e do Trabalho, da Polícia Federal, Polícia Rodoviária, entre outras forças policiais. Quando, durante essas ações, são encontrados trabalhadores em condição análoga à escravidão, um auto de infração é lavrado. Cada auto de infração gera um processo administrativo, no qual as irregularidades são apuradas e os empregadores têm direito à defesa. Pessoas físicas ou jurídicas só são incluídas na “lista suja” quando o processo administrativo que julgou o auto específico de trabalho análogo à escravidão em relação àquele empregador é concluído, com decisão sem possibilidade de recurso. ⚠️ Como denunciar? Denúncias de trabalho escravo podem ser feitas de forma remota pelo Sistema Ipê, lançado em maio de 2020 pela Secretaria de Inspeção do Trabalho em parceria com a Organização Internacional do Trabalho. O sistema é o canal específico para denúncias de trabalho análogo à escravidão. O denunciante não precisa se identificar: basta acessar o sistema e inserir o maior número possível de informações. A proposta é que, a partir dessas informações, a fiscalização avalie se o caso de fato configura trabalho análogo à escravidão e, se necessário, realize as verificações no local. ➡️ VEJA LISTA COMPLETA ABAIXO DE EMPRESAS NA LISTA EM 2026: Reveja os telejornais do Acre

