Senador Alexandre Giordano, do Podemos, é flagrado dirigindo com carteira vencida, sem placas no carro e usando giroflex irregular O senador por São Paulo Alexandre Luiz Giordano (Podemos), até então pouco conhecido entre os eleitores paulistas, ganhou repercussão após tentar deixar uma blitz da Polícia Militar nesta semana. O empresário, nascido em 1973, foi eleito como suplente do senador Major Olímpio (PSL), que morreu em 18 de março de 2021, aos 58 anos, em decorrência de complicações da Covid-19. Ele é casado e tem dois filhos, e um deles servia ao Exército em São Paulo. Após a morte do titular da chapa, Giordano assumiu a vaga de senador por São Paulo naquele ano e permaneceu por quase cinco anos no Senado Federal com pouca visibilidade pública. Giordano assumiu o cargo de senador em 31 de março de 2021. A candidatura como suplente foi sua primeira aventura na política, como representante eleito. Giordano e Major Olímpio são diplomados senadores por São Paulo em 2018, pela Justiça Eleitoral. Divulgação/PSL Naquela eleição, a chapa Olímpio e Giordano teve pouco mais de 9 milhões de votos, impulsionados pela ascensão e eleição do ex-presidente Jair Bolsonaro. Antes de chegar ao Congresso, o agora senador atuava como empresário, com negócios ligados principalmente aos setores de metais e mineração. Ao longo da carreira, passou por diferentes partidos, como PV, PSDB, PSL, MDB e, mais recentemente, o Podemos, partido que está atualmente filiado. A GloboNews tenta contato com o senador. LEIA MAIS: Vídeo mostra abordagem a senador flagrado com CNH vencida e carro sem placas na Zona Norte de SP: 'Estou liberado?' Senador com CNH vencida e carro sem placas ameaça PMs e tenta fugir de abordagem em SP Senador Giordano em evento com o filho, que servia o CPOR-SP Exército/Divulgação Giordano em evento do Exército com a esposa e o filho Divulgação/Exército Crise diplomática com o Paraguai O senador Alexandre Giordano (Podemos) na tribuna do Senado Federal, em Brasília. Carlos Moura/Agência Senado Ele também ganhou visibilidade em episódios políticos, como uma polêmica envolvendo negociações sobre energia da usina de Itaipu entre Brasil e Paraguai, em 2019, que teve repercussão internacional. O episódio de Itaipu envolvendo o empresário Alexandre Luiz Giordano aconteceu antes dele tomar posse no Senado Federal e ficou conhecido como uma crise diplomática entre Brasil e Paraguai — com forte repercussão política, principalmente no país vizinho. Segundo o jornal 'O Estado de S. Paulo', a crise envolvia a comercialização da energia excedente da usina de Itaipu, que pertence ao Paraguai, mas é historicamente vendida ao Brasil sob regras do tratado bilateral. Naquele momento, havia negociações para mudar termos desse acordo, o que poderia abrir espaço para intermediação privada na venda dessa energia excedente da usina, em um negócio bilionário do setor de energia elétrica. Senador dirigia carro sem placas e com CNH vencida Giordano apareceu no episódio porque participou de reuniões no Paraguai com autoridades e empresários sobre a venda dessa energia. Ele viajou ao país vizinho ao menos três vezes com representantes da empresa brasileira Léros, interessada no negócio. No curso da investigação, Giordano foi apontado por autoridades paraguaias como alguém que teria se apresentado como representante ou com influência do governo brasileiro naquele ano, que era comandado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O político e empresário esteve pelo menos três vezes no Paraguai ao lado de executivos da empresa Léros, interessada em comercializar a energia. Ele negou ter concluído o negócio e diz que apenas fez algumas parcerias com a empresa brasileira. O suplente de Olímpio foi citado pelo ex-presidente da Administração Nacional de Energia (Ande, a estatal energética do Paraguai) - o advogado José “Joselo” Rodríguez - como um “representante da família presidencial brasileira” no negócio, publicou a imprensa paraguaia. De acordo com as denúncias publicadas pelo Estadão, Giordano também esteve no Palácio do Planalto, após o presidente Jair Bolsonaro ter ido à Foz do Iguaçu, na fronteira com o país vizinho, para dar posse ao general Joaquim Silva e Luna na hidrelétrica. Segundo investigações e relatos, a empresa Léros tentou fechar um acordo para comprar energia paraguaia de Itaipu — algo que, pelas regras da época, não poderia ser feito dessa forma. O caso virou um escândalo e está sendo investigado pelo Ministério Público paraguaio. O episódio quase levou a um processo de impeachment do presidente do Paraguai, Mario Abdo Benítez. Paraguai cancela acordo sobre Itaipu para afastar risco de impeachment Na época, um acordo entre Brasil e Paraguai foi assinado e depois cancelado, porque houve suspeitas de favorecimento à empresa brasileira Léros, investigada no caso. Naquela época, Giordano admitiu ter participado de reuniões no Paraguai, mas negou ter falado em nome do governo brasileiro ou ter vínculo formal com a negociação. A empresa dele ficava no mesmo prédio do PSL, partido que ele era filiado e foi eleito, em São Paulo. O então suplente de senador também negou ao Estadão ser representante formal da Léros. “Não tenho nenhuma relação com esse acordo. A Léros me chamou e eu fui lá escutar a proposta da Ande sobre venda de energia. Existe uma licitação aberta, que é pública. Eu não comprei nada. A própria Léros não assinou nada”, disse Giordano ao jornal. Por causa do escândalo, quatro membros do alto escalão do governo paraguaio renunciaram aos cargos, incluindo o embaixador do Paraguai no Brasil, Hugo Saguier, e o ministro de Relações Exteriores, Luis Alberto Castiglioni. Uma onde de protestos contra o presidente Mario Benítez também foi desencadeada na ocasião. Pediram demissão, também, o presidente da Administração Nacional de Eletricidade (ANDE), Alcides Jiménez, que estava há poucos dias no cargo, e o titular paraguaio da usina hidrelétrica binacional de Itaipu, José Roberto Alderete. Anexo C determina que Paraguai ceda energia que 'sobra' para o Brasil Operação 'Fisco Paralelo': MP faz buscas em condomínio de servidores da Sefaz-SP
Saiba quem é Alexandre Giordano, o suplente de senador morto pela Covid que tentou fugir de abordagem da PM
Guia Modelo Escrito em 26/03/2026
Senador Alexandre Giordano, do Podemos, é flagrado dirigindo com carteira vencida, sem placas no carro e usando giroflex irregular O senador por São Paulo Alexandre Luiz Giordano (Podemos), até então pouco conhecido entre os eleitores paulistas, ganhou repercussão após tentar deixar uma blitz da Polícia Militar nesta semana. O empresário, nascido em 1973, foi eleito como suplente do senador Major Olímpio (PSL), que morreu em 18 de março de 2021, aos 58 anos, em decorrência de complicações da Covid-19. Ele é casado e tem dois filhos, e um deles servia ao Exército em São Paulo. Após a morte do titular da chapa, Giordano assumiu a vaga de senador por São Paulo naquele ano e permaneceu por quase cinco anos no Senado Federal com pouca visibilidade pública. Giordano assumiu o cargo de senador em 31 de março de 2021. A candidatura como suplente foi sua primeira aventura na política, como representante eleito. Giordano e Major Olímpio são diplomados senadores por São Paulo em 2018, pela Justiça Eleitoral. Divulgação/PSL Naquela eleição, a chapa Olímpio e Giordano teve pouco mais de 9 milhões de votos, impulsionados pela ascensão e eleição do ex-presidente Jair Bolsonaro. Antes de chegar ao Congresso, o agora senador atuava como empresário, com negócios ligados principalmente aos setores de metais e mineração. Ao longo da carreira, passou por diferentes partidos, como PV, PSDB, PSL, MDB e, mais recentemente, o Podemos, partido que está atualmente filiado. A GloboNews tenta contato com o senador. LEIA MAIS: Vídeo mostra abordagem a senador flagrado com CNH vencida e carro sem placas na Zona Norte de SP: 'Estou liberado?' Senador com CNH vencida e carro sem placas ameaça PMs e tenta fugir de abordagem em SP Senador Giordano em evento com o filho, que servia o CPOR-SP Exército/Divulgação Giordano em evento do Exército com a esposa e o filho Divulgação/Exército Crise diplomática com o Paraguai O senador Alexandre Giordano (Podemos) na tribuna do Senado Federal, em Brasília. Carlos Moura/Agência Senado Ele também ganhou visibilidade em episódios políticos, como uma polêmica envolvendo negociações sobre energia da usina de Itaipu entre Brasil e Paraguai, em 2019, que teve repercussão internacional. O episódio de Itaipu envolvendo o empresário Alexandre Luiz Giordano aconteceu antes dele tomar posse no Senado Federal e ficou conhecido como uma crise diplomática entre Brasil e Paraguai — com forte repercussão política, principalmente no país vizinho. Segundo o jornal 'O Estado de S. Paulo', a crise envolvia a comercialização da energia excedente da usina de Itaipu, que pertence ao Paraguai, mas é historicamente vendida ao Brasil sob regras do tratado bilateral. Naquele momento, havia negociações para mudar termos desse acordo, o que poderia abrir espaço para intermediação privada na venda dessa energia excedente da usina, em um negócio bilionário do setor de energia elétrica. Senador dirigia carro sem placas e com CNH vencida Giordano apareceu no episódio porque participou de reuniões no Paraguai com autoridades e empresários sobre a venda dessa energia. Ele viajou ao país vizinho ao menos três vezes com representantes da empresa brasileira Léros, interessada no negócio. No curso da investigação, Giordano foi apontado por autoridades paraguaias como alguém que teria se apresentado como representante ou com influência do governo brasileiro naquele ano, que era comandado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O político e empresário esteve pelo menos três vezes no Paraguai ao lado de executivos da empresa Léros, interessada em comercializar a energia. Ele negou ter concluído o negócio e diz que apenas fez algumas parcerias com a empresa brasileira. O suplente de Olímpio foi citado pelo ex-presidente da Administração Nacional de Energia (Ande, a estatal energética do Paraguai) - o advogado José “Joselo” Rodríguez - como um “representante da família presidencial brasileira” no negócio, publicou a imprensa paraguaia. De acordo com as denúncias publicadas pelo Estadão, Giordano também esteve no Palácio do Planalto, após o presidente Jair Bolsonaro ter ido à Foz do Iguaçu, na fronteira com o país vizinho, para dar posse ao general Joaquim Silva e Luna na hidrelétrica. Segundo investigações e relatos, a empresa Léros tentou fechar um acordo para comprar energia paraguaia de Itaipu — algo que, pelas regras da época, não poderia ser feito dessa forma. O caso virou um escândalo e está sendo investigado pelo Ministério Público paraguaio. O episódio quase levou a um processo de impeachment do presidente do Paraguai, Mario Abdo Benítez. Paraguai cancela acordo sobre Itaipu para afastar risco de impeachment Na época, um acordo entre Brasil e Paraguai foi assinado e depois cancelado, porque houve suspeitas de favorecimento à empresa brasileira Léros, investigada no caso. Naquela época, Giordano admitiu ter participado de reuniões no Paraguai, mas negou ter falado em nome do governo brasileiro ou ter vínculo formal com a negociação. A empresa dele ficava no mesmo prédio do PSL, partido que ele era filiado e foi eleito, em São Paulo. O então suplente de senador também negou ao Estadão ser representante formal da Léros. “Não tenho nenhuma relação com esse acordo. A Léros me chamou e eu fui lá escutar a proposta da Ande sobre venda de energia. Existe uma licitação aberta, que é pública. Eu não comprei nada. A própria Léros não assinou nada”, disse Giordano ao jornal. Por causa do escândalo, quatro membros do alto escalão do governo paraguaio renunciaram aos cargos, incluindo o embaixador do Paraguai no Brasil, Hugo Saguier, e o ministro de Relações Exteriores, Luis Alberto Castiglioni. Uma onde de protestos contra o presidente Mario Benítez também foi desencadeada na ocasião. Pediram demissão, também, o presidente da Administração Nacional de Eletricidade (ANDE), Alcides Jiménez, que estava há poucos dias no cargo, e o titular paraguaio da usina hidrelétrica binacional de Itaipu, José Roberto Alderete. Anexo C determina que Paraguai ceda energia que 'sobra' para o Brasil Operação 'Fisco Paralelo': MP faz buscas em condomínio de servidores da Sefaz-SP

