Denúncia detalha como agiram acusados de assassinato de corretora gaúcha em SC

Guia Modelo Escrito em 23/05/2026


Morte de corretora em Major Gercino O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) denunciou, nesta sexta-feira (22), os três investigados pelo assassinato da corretora gaúcha Luciani Aparecida Estivalet Freitas, de 47 anos, que morreu em março em Florianópolis. O grupo vai responder por roubo qualificado pelo resultado morte (latrocínio), ocultação de cadáver e corrupção de menor. Luciani foi assassinada em 3 de março. O corpo dela foi mutilado e levado para outra cidade, Major Gercino, a cerca de 100 quilômetro de Florianópolis. Ele só foi encontrado oito dias depois. ✅Clique e siga o canal do g1 SC no WhatsApp Todos os investigados estão presos. Luciani Aparecida Estivalet Freitas foi assassinada em Florianópolis Redes sociais/ Reprodução O que diz a denúncia? Os três denunciados são: Mulher de 46 anos -> empresária administradora do condomínio onde Luciani morava. Está presa em Florianópolis Homem de 26 anos -> vizinho de porta de Luciani. Está preso em Porto Alegre Mulher de 29 anos -> namorada do vizinho. Está presa em Rio Grande (RS) De acordo com a denúncia, na noite de 3 de março, os três entraram no apartamento de Luciani, no bairro Santinho, para roubá-la. Para isso, aproveitaram-se do fato de uma das investigadas ser a administradora do condomínio. A mulher de 29 anos triturou remédios sedativos, que foram dados à vítima, provavelmente misturando-os à bebida de Luciani. Quando ela ficou desacordada, foi atacada com um instrumento cortante. Tempos depois, morreu. Garantida a morte da vítima, os criminosos roubaram os pertences dela. Eles levaram televisão, videogame, cartões e o carro dela, um HB20. Com os cartões, fizeram compras online e adquiriram uma serra elétrica. Dias depois, possivelmente em 5 de março, o homem voltou ao apartamento e usou esse objeto para fazer a mutilação do corpo, com o apoio do irmão adolescente, de 14 anos. Com a ajuda da namorada e da mãe dela, o homem levou os restos mortais da vítima para Major Gercino e eles foram jogados em um rio. Desaparecimento e mensagens confusas Conforme o delegado Anselmo Cruz, responsável pela investigação, o corpo da corretora foi avistado por moradores no córrego em 9 de março. Dois dias depois, a Polícia Militar foi acionada e o retirou do local. O investigador afirmou que a motivação do crime envolve o patrimônio da vítima. A suspeita acontece após a polícia identificar compras feitas pelos investigados usando o nome da vítima. Itens como eletrônicos e artigos esportivos foram adquiridos no período após o desaparecimento de Luciani. Infográfico - Morte corretora gaúcha Arte/g1 VÍDEOS: mais assistidos do g1 SC nos últimos 7 dias