A defesa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) apresentou uma petição no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) solicitando o "cancelamento da anotação" do endereço do canal de mensagens do WhatsApp "Exército do Lula" no registro da candidatura do petista. Os advogados argumentam que o canal não possui vínculo oficial com a campanha eleitoral. Após impasses na Justiça Eleitoral, a própria campanha de Lula havia registrado a ferramenta no TSE no dia 13 de outubro. 🔎Coordenado pelo deputado reeleito André Janones (Rede-MG), o canal tem mais de 8,3 milhões de inscritos. O objetivo é compartilhar áudios, vídeos e orientações para apoiadores do presidente Lula. Nunes Marques manda Meta fazer pente-fino no 'Exército do Lula' Nunes Marques determina pente-fino no canal ‘Exército do Lula’ O pedido é uma reação a uma manifestação apresentada pelo candidato adversário Flávio Bolsonaro (PL), que tentava associar formalmente a estrutura do canal à campanha do petista. No pedido, a defesa afirma que a vinculação é indevida com base nos seguintes pontos: o canal foi criado e é administrado por uma pessoa física, o deputado federal André Janones, como uma manifestação legítima de apoio político; o espaço digital não recebe recursos, bens ou serviços financeiros da campanha, dos partidos políticos ou da coligação. não há fornecimento de suporte material, humano ou técnico, nem conteúdos produzidos ou cedidos de forma exclusiva pela campanha para veiculação obrigatória no canal. não ocorre atuação coordenada por parte da campanha para o direcionamento sistemático de seguidores para o canal. a campanha não exerce controle ou orientação sobre o conteúdo, a frequência de publicações ou as metas do canal, sendo tais decisões tomadas de forma exclusiva pelo seu administrador. Os advogados também ressaltaram que as eventuais participações do candidato Lula em conteúdos produzidos pelo administrador e as menções públicas feitas ao canal estão expressamente ressalvadas pelas normas da Corte. Além disso, o próprio titular do canal, o deputado André Janones, solicitou formalmente a retirada do endereço dos registros da candidatura. A defesa enfatizou que qualquer discussão a respeito da titularidade, do enquadramento regulamentar e dos deveres referentes ao canal deve ser debatida em processo próprio, em que o deputado André Janones seja a parte legítima apresentar defesa. Participação de Lula André Janones durante o debate da Band entre Lula e Flávio Bolsonaro Reprodução Nesta quinta-feira, André Janones anunciou que Lula entraria no canal "Exército do Lula" e poderia distribuir "missões" aos participantes. Em áudio enviado aos participantes, Janones disse ter recebido uma ligação da primeira-dama, Rosângela Lula da Silva, a Janja, e afirmou que Lula estava com o celular em mãos e queria começar a enviar as orientações diretamente aos integrantes. Na sequência, o deputado informou que havia incluído Lula como administrador do canal, o que permite o envio de mensagens. Segundo Janones, o contato do presidente foi salvo como "Marechal Lula da Silva". 🦑Pouco depois, o canal recebeu uma mensagem atribuída ao presidente com a palavra "cheguei", acompanhada de um emoji de lula. Também foi publicado um vídeo de Lula, em formato de selfie, no qual ele convidou os participantes para uma transmissão ao vivo com Janones, prevista para a noite desta quinta. Apesar da movimentação, a campanha de Lula ainda não confirmou se a mensagem atribuída ao presidente foi publicada pelo próprio Lula, diretamente de seu celular. Disputas na justiça A disputa no TSE começou depois que a campanha de Flávio Bolsonaro pediu à Corte Eleitoral a suspensão do "Exército do Lula", alegando divulgação de informações falsas. Em 11 de outubro, Kassio Nunes Marques determinou a suspensão do canal. No mesmo dia, porém, Ricardo Villas Bôas Cueva, relator do caso, suspendeu a ordem e determinou a reativação da página. Uma análise técnica do TSE não identificou conteúdos falsos entre as publicações que estavam no ar e foram examinadas. Em 13 de outubro, Kassio Nunes Marques condicionou o funcionamento do canal ao registro formal na Justiça Eleitoral. A exigência foi cumprida pela campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que registrou o endereço eletrônico do canal no TSE. A defesa de Lula afirmou que fez o registro apenas para cumprir a determinação e que isso não significava assumir a administração do canal. Agora, a campanha de Lula pediu o cancelamento desse registro.
Defesa pede ao TSE desvinculação do canal 'Exército do Lula' da campanha de Lula
Guia Modelo Escrito em 22/10/2026
A defesa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) apresentou uma petição no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) solicitando o "cancelamento da anotação" do endereço do canal de mensagens do WhatsApp "Exército do Lula" no registro da candidatura do petista. Os advogados argumentam que o canal não possui vínculo oficial com a campanha eleitoral. Após impasses na Justiça Eleitoral, a própria campanha de Lula havia registrado a ferramenta no TSE no dia 13 de outubro. 🔎Coordenado pelo deputado reeleito André Janones (Rede-MG), o canal tem mais de 8,3 milhões de inscritos. O objetivo é compartilhar áudios, vídeos e orientações para apoiadores do presidente Lula. Nunes Marques manda Meta fazer pente-fino no 'Exército do Lula' Nunes Marques determina pente-fino no canal ‘Exército do Lula’ O pedido é uma reação a uma manifestação apresentada pelo candidato adversário Flávio Bolsonaro (PL), que tentava associar formalmente a estrutura do canal à campanha do petista. No pedido, a defesa afirma que a vinculação é indevida com base nos seguintes pontos: o canal foi criado e é administrado por uma pessoa física, o deputado federal André Janones, como uma manifestação legítima de apoio político; o espaço digital não recebe recursos, bens ou serviços financeiros da campanha, dos partidos políticos ou da coligação. não há fornecimento de suporte material, humano ou técnico, nem conteúdos produzidos ou cedidos de forma exclusiva pela campanha para veiculação obrigatória no canal. não ocorre atuação coordenada por parte da campanha para o direcionamento sistemático de seguidores para o canal. a campanha não exerce controle ou orientação sobre o conteúdo, a frequência de publicações ou as metas do canal, sendo tais decisões tomadas de forma exclusiva pelo seu administrador. Os advogados também ressaltaram que as eventuais participações do candidato Lula em conteúdos produzidos pelo administrador e as menções públicas feitas ao canal estão expressamente ressalvadas pelas normas da Corte. Além disso, o próprio titular do canal, o deputado André Janones, solicitou formalmente a retirada do endereço dos registros da candidatura. A defesa enfatizou que qualquer discussão a respeito da titularidade, do enquadramento regulamentar e dos deveres referentes ao canal deve ser debatida em processo próprio, em que o deputado André Janones seja a parte legítima apresentar defesa. Participação de Lula André Janones durante o debate da Band entre Lula e Flávio Bolsonaro Reprodução Nesta quinta-feira, André Janones anunciou que Lula entraria no canal "Exército do Lula" e poderia distribuir "missões" aos participantes. Em áudio enviado aos participantes, Janones disse ter recebido uma ligação da primeira-dama, Rosângela Lula da Silva, a Janja, e afirmou que Lula estava com o celular em mãos e queria começar a enviar as orientações diretamente aos integrantes. Na sequência, o deputado informou que havia incluído Lula como administrador do canal, o que permite o envio de mensagens. Segundo Janones, o contato do presidente foi salvo como "Marechal Lula da Silva". 🦑Pouco depois, o canal recebeu uma mensagem atribuída ao presidente com a palavra "cheguei", acompanhada de um emoji de lula. Também foi publicado um vídeo de Lula, em formato de selfie, no qual ele convidou os participantes para uma transmissão ao vivo com Janones, prevista para a noite desta quinta. Apesar da movimentação, a campanha de Lula ainda não confirmou se a mensagem atribuída ao presidente foi publicada pelo próprio Lula, diretamente de seu celular. Disputas na justiça A disputa no TSE começou depois que a campanha de Flávio Bolsonaro pediu à Corte Eleitoral a suspensão do "Exército do Lula", alegando divulgação de informações falsas. Em 11 de outubro, Kassio Nunes Marques determinou a suspensão do canal. No mesmo dia, porém, Ricardo Villas Bôas Cueva, relator do caso, suspendeu a ordem e determinou a reativação da página. Uma análise técnica do TSE não identificou conteúdos falsos entre as publicações que estavam no ar e foram examinadas. Em 13 de outubro, Kassio Nunes Marques condicionou o funcionamento do canal ao registro formal na Justiça Eleitoral. A exigência foi cumprida pela campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que registrou o endereço eletrônico do canal no TSE. A defesa de Lula afirmou que fez o registro apenas para cumprir a determinação e que isso não significava assumir a administração do canal. Agora, a campanha de Lula pediu o cancelamento desse registro.

