Navio histórico ainda espera para ser rebocado cinco meses após afundar no Porto de Santos

Guia Modelo Escrito em 08/08/2026


Navio Professor W. Besnard foi reflutuado em 15 de junho. Diego Bertozzi/TV Tribuna O reboque do navio Professor W. Besnard, que afundou em Santos, no litoral de São Paulo, ainda não foi autorizado pela Capitania dos Portos do estado (CPSP), quase cinco meses após ficar parcialmente submerso e inclinado. Conforme apurado pelo g1, a organização aguarda o envio de documentos para concluir a análise do procedimento. A expectativa era que, em maio, o navio já pudesse ser levado a um estaleiro, mas isso não ocorreu. Segundo a Marinha do Brasil, a operação envolve medidas de segurança para evitar acidentes que possam afetar o meio ambiente, a segurança da navegação e o fluxo de embarcações no Porto de Santos. Nenhuma nova data havia sido divulgada até a última atualização desta reportagem. ✅ Clique aqui para seguir o novo canal do g1 Santos no WhatsApp. O navio afundou em 13 de março, no cais do Valongo, após as águas das chuvas invadirem a embarcação. O Professor W. Besnard estava fora de operação desde 2008 e passava por reformas quando foi doado ao Instituto do Mar (Imar). Agora no g1 Documentação pendente Segundo a Marinha, o reboque de uma embarcação como o Professor W. Besnard exige uma série de medidas - não especificadas - para reduzir o risco de falhas e acidentes durante a manobra. O objetivo é evitar possíveis danos ao meio ambiente, à segurança da navegação e ao fluxo logístico do porto. A CPSP informou que aguarda o envio de alguns documentos para dar continuidade à análise e, posteriormente, avaliar a autorização do reboque. A liberação depende da conformidade de toda a documentação exigida. Impactos no Porto de Santos A Marinha alertou que uma eventual falha durante o reboque poderia causar uma paralisação das operações portuárias e prejudicar a entrada e saída de navios pelo canal, o embarque e desembarque de mercadorias e o transporte de cargas entre terminais, indústrias e fornecedores. Segundo a instituição, a situação também poderia afetar o abastecimento de cadeias produtivas e outros processos relacionados à operação portuária. A Marinha informou que continuará acompanhando o procedimento para garantir que o reboque ocorra de acordo com as normas e os requisitos de segurança previstos. Reflutuação Navio Professor W. Besnard foi reflutuado em junho. Diego Bertozzi/TV Tribuna O Professor W. Besnard foi reflutuado em 15 de junho deste ano, após permanecer afundado no cais do Valongo. Para a retirada emergencial da embarcação, a Autoridade Portuária de Santos (APS) contratou a empresa Marfort por R$ 8,6 milhões. A previsão inicial era de que o navio fosse levado a um estaleiro em maio. O prazo, porém, não foi cumprido, e a operação de reflutuação foi concluída apenas em junho, com o auxílio de guindaste e bombas de sucção. Navio Professor Besnard retorna à superfície em Santos