Barragem de Maravilhas II, em Itabirito, MG. Vale A Agência Nacional de Mineração (ANM) determinou o embargo imediato da barragem Maravilhas II, da Vale, em Itabirito, na Região Central de Minas Gerais. A decisão foi publicada nesta sexta-feira (28) no Diário Oficial da União (DOU), 8 meses depois de a estrutura ter deixado o nível 1 de emergência. A Vale informou que o nível havia sido encerrado em janeiro após obras de reforço e a emissão de uma Declaração de Condição de Estabilidade (DCE) positiva. Segundo a ANM, a medida foi tomada porque documentos apresentados pela Vale não consideravam a situação da barragem após as obras realizadas no local. Com isso, o estudo que simula uma eventual ruptura e o plano de emergência da estrutura estavam desatualizados. Ainda de acordo com a Agência, o embargo não foi motivado por uma nova anomalia na barragem. A agência informou que, durante a última fiscalização presencial, realizada em 13 de julho, não foram identificados problemas que indicassem comprometimento imediato da segurança da estrutura. Agora no g1 Por causa da irregularidade, a barragem foi colocada em nível de alerta. Segundo a ANM, essa classificação é diferente dos níveis de emergência e, neste caso, não indica comprometimento imediato da estabilidade da estrutura. O embargo proíbe a Vale de depositar rejeitos na Maravilhas II, que estava ativa quando a medida foi determinada. Atividades necessárias para manutenção, segurança e regularização da barragem continuam permitidas. Para que o embargo seja suspenso, a mineradora terá que atualizar o estudo de ruptura hipotética e o Plano de Ação de Emergência para Barragens de Mineração (PAEBM). Depois, uma nova avaliação deverá ser feita para verificar a conformidade e a operacionalidade do plano. O que diz a Vale Em nota, a Vale destacou que "não houve qualquer alteração nas condições de segurança da barragem" e que a medida da ANM tem relação com a atualização documental relacionada à estrutura, "que está sendo revisada também em função das melhorias realizadas". "A barragem permanece estável e segue sendo monitorada 24 horas por dia pelos Centros de Monitoramento Geotécnico da Vale", afirmou a mineradora. Entenda a situação em janeiro Em 9 de janeiro deste ano, a barragem Maravilhas II teve o nível 1 de emergência encerrado pela Agência Nacional de Mineração (ANM), segundo a Vale. A estrutura, localizada na Mina do Pico, em Itabirito, recebeu uma Declaração de Condição de Estabilidade (DCE) positiva, documento técnico que atesta a estabilidade da estrutura. De acordo com a mineradora, o encerramento do nível de emergência ocorreu após a conclusão, em outubro de 2025, de obras de reforço que teriam aprimorado as condições de estabilidade da barragem e atendido aos requisitos previstos na legislação. Na ocasião, a Vale afirmou que a Maravilhas II era a 23ª estrutura da empresa a deixar algum nível de emergência desde 2022. O que significa sair do nível de emergência? O encerramento do nível de emergência significa que a condição que havia levado a barragem a esse enquadramento deixou de existir, de acordo com os critérios de segurança da Agência Nacional de Mineração (ANM). Isso não quer dizer, necessariamente, que a estrutura deixou de funcionar ou que não precisa mais ser monitorada. A situação de emergência é uma classificação relacionada à segurança da barragem e é diferente da condição operacional da estrutura. O nível de emergência 1 (NE1) é o primeiro dos três níveis previstos pela regulamentação da ANM. A Agência define situações de emergência como aquelas decorrentes de eventos que afetam a segurança da barragem e podem causar danos à sua integridade estrutural ou operacional, à vida, à saúde, à propriedade ou ao meio ambiente. Os níveis 1, 2 e 3 são definidos de acordo com a gravidade e o risco atual para a segurança da estrutura. Assim, estar em NE1 não significa, por si só, que haja risco iminente de rompimento — situação associada ao nível 3. Vídeos mais vistos no g1 Minas Gerais
Agência Nacional de Mineração embarga barragem da Vale que havia saído de nível de emergência em MG
Guia Modelo Escrito em 28/08/2026
Barragem de Maravilhas II, em Itabirito, MG. Vale A Agência Nacional de Mineração (ANM) determinou o embargo imediato da barragem Maravilhas II, da Vale, em Itabirito, na Região Central de Minas Gerais. A decisão foi publicada nesta sexta-feira (28) no Diário Oficial da União (DOU), 8 meses depois de a estrutura ter deixado o nível 1 de emergência. A Vale informou que o nível havia sido encerrado em janeiro após obras de reforço e a emissão de uma Declaração de Condição de Estabilidade (DCE) positiva. Segundo a ANM, a medida foi tomada porque documentos apresentados pela Vale não consideravam a situação da barragem após as obras realizadas no local. Com isso, o estudo que simula uma eventual ruptura e o plano de emergência da estrutura estavam desatualizados. Ainda de acordo com a Agência, o embargo não foi motivado por uma nova anomalia na barragem. A agência informou que, durante a última fiscalização presencial, realizada em 13 de julho, não foram identificados problemas que indicassem comprometimento imediato da segurança da estrutura. Agora no g1 Por causa da irregularidade, a barragem foi colocada em nível de alerta. Segundo a ANM, essa classificação é diferente dos níveis de emergência e, neste caso, não indica comprometimento imediato da estabilidade da estrutura. O embargo proíbe a Vale de depositar rejeitos na Maravilhas II, que estava ativa quando a medida foi determinada. Atividades necessárias para manutenção, segurança e regularização da barragem continuam permitidas. Para que o embargo seja suspenso, a mineradora terá que atualizar o estudo de ruptura hipotética e o Plano de Ação de Emergência para Barragens de Mineração (PAEBM). Depois, uma nova avaliação deverá ser feita para verificar a conformidade e a operacionalidade do plano. O que diz a Vale Em nota, a Vale destacou que "não houve qualquer alteração nas condições de segurança da barragem" e que a medida da ANM tem relação com a atualização documental relacionada à estrutura, "que está sendo revisada também em função das melhorias realizadas". "A barragem permanece estável e segue sendo monitorada 24 horas por dia pelos Centros de Monitoramento Geotécnico da Vale", afirmou a mineradora. Entenda a situação em janeiro Em 9 de janeiro deste ano, a barragem Maravilhas II teve o nível 1 de emergência encerrado pela Agência Nacional de Mineração (ANM), segundo a Vale. A estrutura, localizada na Mina do Pico, em Itabirito, recebeu uma Declaração de Condição de Estabilidade (DCE) positiva, documento técnico que atesta a estabilidade da estrutura. De acordo com a mineradora, o encerramento do nível de emergência ocorreu após a conclusão, em outubro de 2025, de obras de reforço que teriam aprimorado as condições de estabilidade da barragem e atendido aos requisitos previstos na legislação. Na ocasião, a Vale afirmou que a Maravilhas II era a 23ª estrutura da empresa a deixar algum nível de emergência desde 2022. O que significa sair do nível de emergência? O encerramento do nível de emergência significa que a condição que havia levado a barragem a esse enquadramento deixou de existir, de acordo com os critérios de segurança da Agência Nacional de Mineração (ANM). Isso não quer dizer, necessariamente, que a estrutura deixou de funcionar ou que não precisa mais ser monitorada. A situação de emergência é uma classificação relacionada à segurança da barragem e é diferente da condição operacional da estrutura. O nível de emergência 1 (NE1) é o primeiro dos três níveis previstos pela regulamentação da ANM. A Agência define situações de emergência como aquelas decorrentes de eventos que afetam a segurança da barragem e podem causar danos à sua integridade estrutural ou operacional, à vida, à saúde, à propriedade ou ao meio ambiente. Os níveis 1, 2 e 3 são definidos de acordo com a gravidade e o risco atual para a segurança da estrutura. Assim, estar em NE1 não significa, por si só, que haja risco iminente de rompimento — situação associada ao nível 3. Vídeos mais vistos no g1 Minas Gerais

