Presidente da Síria Bashar al-Assad, que governa o país desde a morte de seu pai, em 2000. JOSEPH EID / AFP Um tribunal da Síria condenou à revelia, nesta terça-feira (11), o ex-ditador deposto sírio Bashar al-Assad e seu irmão mais novo à pena de morte por crimes contra a humanidade e crimes de guerra cometidos durante os 14 anos de guerra civil no país, que deixaram cerca de 500 mil mortos. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Também foi condenado à morte no mesmo processo um dos primos maternos de Assad, chamado Atef Najib, por liderar a repressão na província de Daraa, no sul do país, que levou ao levante e, posteriormente, à guerra civil. Sob forte esquema de segurança, Najib permaneceu dentro de uma jaula, usando uniforme de presidiário, enquanto o juiz lia a sentença. Ex-general do Exército sírio, Najib não conseguiu fugir da Síria e se tornou um dos funcionários de mais alto escalão da ditadura Assad a ser levado a julgamento. Ainda não se sabe, no entanto, se a pena de morte contra Assad e seus familiares será cumprida. O ex-ditador e seu irmão Maher fugiram para a Rússia enquanto insurgentes entravam na capital Damasco, em dezembro de 2024, em uma investida-relâmpago que derrubou seu regime. Agora no g1 Por conta da magnitude que o regime de Assad tinha, é possível que a rede ligada ao ex-ditador consiga impedir a execução de Najib ou amenizar a sentença. O novo presidente da Síria, Ahmed al-Sharaa, pediu a extradição de Assad ao presidente da Rússia, Vladimir Putin, durante um encontro bilateral em outubro de 2025. A reunião, contudo, não avançou para a extradição. A expectativa é de que Putin mantenha sua posição, porque o governo russo é aliado do ex-ditador e vem o apoiando desde seu período no governo sírio. Nem o governo de al-Shaara nem a Rússia haviam se pronunciado publicamente sobre a sentença até a última atualização desta reportagem. Assad também não havia se pronunciado de forma oficial. Assad governou a Síria durante 24 anos, sendo que a segunda metade de seu regime foi marcada por uma guerra civil sangrenta no país. Em meio ao conflito, seu governo foi acusado de conduzir assassinatos, prisões arbitrárias e torturas. O regime de Assad foi enfraquecendo aos poucos, principalmente a partir de 2022 com uma redução da ajuda russa por conta da guerra na Ucrânia. Uma ofensiva fulminante de cerca de duas semanas do grupo rebelde HTS entre novembro e dezembro de 2024 terminou derrubou seu regime. LEIA TAMBÉM: Síria encontra restos do programa de armas químicas de Bashar al-Assad Escondido em caminhão e voo secreto: como foi a operação para Trump deixar a Turquia após ameaça do Irã 'Se tivesse durado mais 5 segundos, não teria sobrado nada': colombiano relata terremoto que matou mais de 100
Síria condena Assad à morte por crimes contra a humanidade
Guia Modelo Escrito em 11/08/2026
Presidente da Síria Bashar al-Assad, que governa o país desde a morte de seu pai, em 2000. JOSEPH EID / AFP Um tribunal da Síria condenou à revelia, nesta terça-feira (11), o ex-ditador deposto sírio Bashar al-Assad e seu irmão mais novo à pena de morte por crimes contra a humanidade e crimes de guerra cometidos durante os 14 anos de guerra civil no país, que deixaram cerca de 500 mil mortos. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Também foi condenado à morte no mesmo processo um dos primos maternos de Assad, chamado Atef Najib, por liderar a repressão na província de Daraa, no sul do país, que levou ao levante e, posteriormente, à guerra civil. Sob forte esquema de segurança, Najib permaneceu dentro de uma jaula, usando uniforme de presidiário, enquanto o juiz lia a sentença. Ex-general do Exército sírio, Najib não conseguiu fugir da Síria e se tornou um dos funcionários de mais alto escalão da ditadura Assad a ser levado a julgamento. Ainda não se sabe, no entanto, se a pena de morte contra Assad e seus familiares será cumprida. O ex-ditador e seu irmão Maher fugiram para a Rússia enquanto insurgentes entravam na capital Damasco, em dezembro de 2024, em uma investida-relâmpago que derrubou seu regime. Agora no g1 Por conta da magnitude que o regime de Assad tinha, é possível que a rede ligada ao ex-ditador consiga impedir a execução de Najib ou amenizar a sentença. O novo presidente da Síria, Ahmed al-Sharaa, pediu a extradição de Assad ao presidente da Rússia, Vladimir Putin, durante um encontro bilateral em outubro de 2025. A reunião, contudo, não avançou para a extradição. A expectativa é de que Putin mantenha sua posição, porque o governo russo é aliado do ex-ditador e vem o apoiando desde seu período no governo sírio. Nem o governo de al-Shaara nem a Rússia haviam se pronunciado publicamente sobre a sentença até a última atualização desta reportagem. Assad também não havia se pronunciado de forma oficial. Assad governou a Síria durante 24 anos, sendo que a segunda metade de seu regime foi marcada por uma guerra civil sangrenta no país. Em meio ao conflito, seu governo foi acusado de conduzir assassinatos, prisões arbitrárias e torturas. O regime de Assad foi enfraquecendo aos poucos, principalmente a partir de 2022 com uma redução da ajuda russa por conta da guerra na Ucrânia. Uma ofensiva fulminante de cerca de duas semanas do grupo rebelde HTS entre novembro e dezembro de 2024 terminou derrubou seu regime. LEIA TAMBÉM: Síria encontra restos do programa de armas químicas de Bashar al-Assad Escondido em caminhão e voo secreto: como foi a operação para Trump deixar a Turquia após ameaça do Irã 'Se tivesse durado mais 5 segundos, não teria sobrado nada': colombiano relata terremoto que matou mais de 100

